Casais Superunidos





Os 10 verdadeiros afrodisíacos dos casais superunidos

Miolos de pavão, carne de coruja, pimenta com urtiga? Que nada! A receita para uma vida a dois mais gostosa leva ingredientes simples,que, marinados ao longo do tempo, rendem um sexo quente e muito bem-temperado

Por pouco os caçadores africanos não acabaram com a raça dos pobres rinocerontes. Acreditava-se que seu chifre - moidinho até virar pó - era condimento indispensável na cozinha para deixar os casais muito loucos no quarto. Já na Ásia, são os tigres que até hoje vivem no maior sufoco; seu pênis é ingrediente cobiçadíssimo para uma sopa vendida a peso de ouro para homens cujos pênis não são lá muito cobiçados. Nenhum cientista assinaria embaixo de tais receitas. Aliás, nem dessas nem de nenhuma outra que prometa aumentar o desejo. Apesar disso, nunca faltou quem acreditasse nelas. Sabe por quê? Porque podem mesmo funcionar. Não que tenham propriedades milagrosas, mas por puro efeito psicológico. Acontece que, em matéria de afrodisíaco, nada se compara ao cérebro humano. É ele que nos predispõe para o prazer. Não precisa de mais nada quem sabe usar a cabeça para despertar as emoções. Quando vemos casais superunidos e botamos olho comprido, imaginando qual será seu segredo, pode acreditar: é esse aí. Estão apaixonados, claro. Mas não é tudo. Os especialistas garantem que relacionamentos tão bem resolvidos são alimentados com outros ingredientes. Pode até ser que muita ostra, frutos do mar, ovas de esturjão e cascatas de chocolate também façam parte do cardápio. Os principais estimulantes, porém, são os afrodisíacos emocionais. Dez deles, para ser exata. Estes, sim, imbatíveis para apurar os sentidos e abrir apetites.

1 - Muita disposição

Casais que continuam se curtindo (ou se curtem até mais) depois de anos e anos juntos aprenderam a ser "intencionalmente espontâneos", como garante o consultor americano Larry James, autor de vários livros de auto-ajuda. Significa que estão sempre abertos para qualquer oportunidade que apareça de fazerem amor. Sabem que o relacionamento deve ser construído, cuidado e cultivado o tempo todo, não apenas quando aparecem problemas.

2 - Agrados e mais agrados

Cleópatra, contam os historiadores, cobria o corpo - especialmente certa parte do corpo - com apetitosa pasta preparada com o mais fino mel e amêndoas moídas, com a intenção explícita de dar idéias aos amantes. Casais ligadíssimos talvez não cheguem a tais extremos mirabolantes, mas, sem dúvida nenhuma, conhecem o valor de um carinho inesperado e de uma surpresinha na hora certa para demonstrar interesse e não deixar a relação cair na rotina.

3 - Romantismo temperado com erotismo

Você já deve ter ouvido um milhão de vezes que os eternos apaixonados são assim porque nunca param de namorar. Mas o que isso significa exatamente? Basta lembrar dos seus tempos de namoro para descobrir. Essa é uma época em que queremos só ficar abraçadinhos sentindo o calor do corpo um do outro... e também passar uma noite selvagem na cama. Não apenas queremos, fazemos as duas coisas. A diferença entre a maioria dos casais e os tais invejáveis apaixonados é que estes últimos fazem questão de manter vivos os dois climas - de aconchego e de excitação. O espírito da coisa é o seguinte: passeiam de mãos dadas ao luar e depois vão dançar um tango.

4 - Nada de tragédia

Pimenta amassada com semente de urtiga já foi considerado um excitante por excelência. Devia ser literalmente fogo. Ainda bem que, em matéria de afrodisíaco emocional, o que funciona é o oposto: doçura e boa vontade com os defeitos do parceiro. Casais que continuam ligados depois de um bom tempo levam as dificuldades a sério, sim, mas não as transformam num cavalo de batalha, não fazem drama, diz Maria Helena Rego Junqueira, da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro.

5 - Maus momentos compartilhados

Digamos que este seja o tempero do afrodisíaco emocional número 4. Costumamos confundir felizes para sempre com sempre felizes. Casais superunidos não cometem tal engano. Quando aparece algum problema, abrem o jogo e um dá força ao outro. Jamais entram na roubada de fazer de conta que nada de ruim está acontecendo para poupar o parceiro. Para começo de conversa, porque quem ama quer se sentir necessário, não ser poupado. Depois, porque agüentar a barra em silêncio - mesmo que com a melhor das intenções - acaba provocando ressentimentos contra o outro, que, coitado, não sabe de nada. E poucas coisas são tão destrutivas para o amor e o desejo do que mágoas guardadas e acumuladas.

6 - Respeito pelas diferenças

Os antigos romanos botavam a maior fé em lautas refeições à base de miolos cozidos de pavão para esquentar as coisas na cama. As pobres aves pagavam o pato porque homens e mulheres não conseguiam usar a própria massa cinzenta para entender uma verdade cristalina: a convivência costuma esfriar a relação por revelar as diferenças entre os parceiros. O que é decepcionante para a maioria. Temos tendência a esperar que a pessoa amada pense e reaja como queremos; ou seja, igual a nós. Acontece que sermos diferentes não é bom nem ruim, é pura e simplesmente um fato da vida, que a gente deve encarar com naturalidade. Respeito mútuo é condição indispensável para um relacionamento feliz, pois dele nasce a confiança capaz de manter aceso o fogo da empolgação dos primeiros tempos. Ah, e os especialistas lembram que entre as diferenças que se devem respeitar há uma importantíssima: a maneira que cada um tem de amar e demonstrar amor.

7 - Tremenda autoconfiança

Uma das mais extravagantes receitas de que se tem notícia vem da Índia. Trata-se de uma mistura de carne de coruja com pó de cérebro humano colhido na pira crematória. Passada nos olhos de quem se queria conquistar, deixaria a pessoa fascinada pelo(a) feiticeiro(a). Se você está achando o absurdo dos absurdos, melhor reconsiderar com toda a calma. Muitos casais - menos, é claro, os que dão certo - fazem coisa bem pior. No livro Passionate Marriage (Casamento apaixonado), que fez o maior sucesso nos Estados Unidos, o terapeuta sexual David Schnarch fala exatamente disso. Disso o quê? Da mania que tanta gente tem de se espelhar no outro e forçar a barra para desejar o que o outro deseja. Segundo ele, o grande problema de tantos relacionamentos são essas "semelhanças pré-fabricadas"; essa dependência e insistência em nos transformarmos em irmãos siameses. O dr. Schnarch chama o casamento ou outra relação estável de "máquina de amadurecimento pessoal", que pode emperrar e parar se uma das "engrenagens" deixar de ser o que é para tentar funcionar igualzinho à outra. Pessoas com maior consciência da própria individualidade têm chances bem maiores de construir elos afetivos e sexuais de melhor qualidade, concorda outro guru no assunto, o brasileiro Flávio Gikovate.

8 - Guarda aberta

Os mesmos indianos que inventaram aquela esdrúxula mistura de coruja com cérebro em pó também achavam feijão com arroz uma dobradinha arrasadora. Quer dizer, saíam atirando pra todo lado, feito metralhadora giratória, na esperança de acertar alguma coisa. Tanta confusão, quando existe uma - chamemos assim - receita bem comprovadamente mais eficiente para uma boa vida a dois e um sexo melhor ainda. Chama-se intimidade. Ninguém está dizendo que seja simples ou fácil, mas os casais superunidos chegaram lá. Tornar-se íntimo tem a ver (e novamente a explicação é do americano David Schnarch) com deixar-se conhecer, sem defesas, sem dourar a pílula. Enfim, baixar e abrir a guarda o suficiente para o outro ficar sabendo o máximo sobre você, inclusive coisas de que não vai gostar. O desejo de aprovação é tentador, mas não leva a nada, além de equívocos.

9 - Compromisso com o compromisso

Na Roma antiga, o pessoal estava crente de que língua de guará bem condimentada despertava tórridos desejos. Bobagem quase tão grande quanto acreditar na conversa-fiada de que sexo é uma função absolutamente natural. O alerta está no livro Passionate Marriage, e a explicação é a seguinte: não se deve confundir impulso genital com impulso sexual. O primeiro faz parte da nossa natureza, já nascemos com ele. O segundo exige um cardápio com os oito ingredientes anteriores. A noção de que sexo é vontade que deve surgir naturalmente leva os casais (todos, menos aqueles que você já sabe quem são) a imaginar que existe alguma séria disfunção física quando não estão nem um pouco a fim. Quando, na verdade, o que precisa haver entre os parceiros é comprometimento total. Desejar envolve querer o outro - não simplesmente querer sexo.

10 - Amor pra valer

Não, não é o que você está pensando. Quando se referem a esse poderosíssimo afrodisíaco emocional, os especialistas não estão falando do seu amor pelo companheiro. Em primeiro lugar deve estar a sua capacidade de se curtir. Sei que também não estão dizendo nenhuma novidade, mas fazem questão de repetir porque não é brincadeira a quantidade de pessoas que continuam procurando uma paixão como forma de se valorizar. Pura ilusão. Sentir orgulho de quem somos é que aumenta nosso interesse pelo outro e, conseqüentemente, por sexo. Apaixonar-se não é um sentimento que flui de fora para dentro. Pelo contrário, o outro desperta uma emoção que já existe, latente, em nosso íntimo. O filósofo e psicanalista Erich Fromm descreveu certa vez de maneira simples e objetiva o que os terapeutas pensam a respeito: para amar alguém de verdade precisamos, antes, amar a nós mesmos, porque só pode dar quem se sente suficientemente rico para partilhar; se a sua taça não estiver transbordante, dificilmente matará a sede de duas pessoas.

Casais que conhecem todos esses "segredos" são mais unidos do que a maioria.

E, por serem mais unidos, se entendem melhor na cama. Não há como ter certeza de que façam sexo com maior freqüência, mas pode apostar que é um sexo mais gostoso. Aliás, por falar em delícias, aí vai uma novidade fresquinha sobre afrodisíacos - não os emocionais, os outros. Pesquisa realizada na África do Sul descobriu que excitantes tradicionais, tipo ostras e chocolate, estão perdendo o prestígio para frutas, especialmente uvas, morangos e bananas. Se não passar de fruto da imaginação, não fará diferença. Nem mal a ninguém. Já sabemos que na cama (como em outros lugares) o que interessa é a força do pensamento positivo.

Fonte: Revista Cláudia

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